DESATINOS 
Confissões e desabafos sobre amores mal resolvidos...


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sexta-feira, junho 21

 
Estranho...
Ainda não chorei. Mas já apaguei tuas lembranças presentes no meu dia-a-dia. Agora, mesmo que queira, não posso mais te encontrar, pois não sei mais como...
Blue Girl posted this at 18:32 .

 
Agora não choro. Sei que ainda chegará o momento das lágrimas saudosas, sofridas, doloridas. Mas não agora. E é, por isso, que aproveito para te dizer: EU TE AMO. Como pessoa, como amigo, como companheiro querido, como quem me faz rir. Não sei se algum dia te direi isso de novo frente a frente, olho no olho. Talvez eu te esqueça. Talvez você entre nas minhas memórias. Mas agora, apesar de tudo e de não te querer por perto como fonte de dor, eu admito que te amo. Ainda refuto a paixão, mas o amor existe. Pleno e absoluto. Fique bem. Seja feliz. Mesmo sem mim...
Blue Girl posted this at 02:01 .

 
E, embora doa, eu sei que tomei a decisão certa. Como eu te disse, ainda não sei porque sofro, nem qualifico a minha dor. Sinto-a apenas. Confesso que queria ter todos os argumentos, mas não os tive naquele momento, nem os tenho agora. E você se aproveitou disso, jogou para mim a tua verdade, colocou sobre meus ombros o peso do abalo que nos atingiu. Nunca quis te ofender ao te dizer egoísta. Acho que apenas queria que tu tivesses uma percepção maior da parte que te cabe nisso tudo. Como já havia te dito antes, reconheço cada vez que você se preocupou comigo, cada abdicação do teu prazer em prol do meu bem estar. De ti eu tive isso, muito mais do que da outra parte envolvida. Mas, sinto muito, não me bastou. E, sinto ainda mais dizer, não bastaria para ninguém. Não para qualquer um que estivesse envolvido contigo e percebendo o desenrolar dos acontecimentos. Acho que, por isso, tudo me machucou tanto. Eu vi, senti e percebi tudo, desde o primeiro instante, de camarote, na primeira fila.
Blue Girl posted this at 01:53 .

 
Eu decidi ontem que a surpresa se transformaria no meu presente de despedida para você. E assim fiz. Doeu. Muito mais do que eu esperava. Não quis imaginar nunca o seu cansaço de toda essa situação, nem, tampouco, a sua frieza. Será que eu não merecia nem um pouco mais de luta? A impressão que eu tenho é que você, no fundo, se sentiu liberto. Quem me dera sentir isso também. No momento, estou tentando amainar a minha dor com vinho, que desce como vinagre em minha garganta.
Blue Girl posted this at 01:14 .


quarta-feira, junho 19

 
Reli agora tudo o que escrevi.
Sinto-me mal por estar nessa pele de cordeiro, quando, na verdade, identifico-me mais com o lobo. Mas aqui ninguém me conhece. Aqui, vou sofrer, vou chorar, vou me lamuriar. Vou contar tudo o que me deixa triste, para que na vida real eu seja forte, definida, decidida. É apenas um exercício de um lado meu que nunca permito aparecer. Aqui vou ser exagerada, dramática, emotiva até a última lágrima. Vai ser uma terapia de mão única, um exorcismo. Acho que vai ser bom. Só preciso não acreditar em todo o sofrimento aqui exposto, pois senão ele será mais doloroso ainda.
Blue Girl posted this at 21:40 .

 
Não posso evitar de te dizer somente mais uma coisa antes de ir-me...
Vi com olhos tristes a nossa última foto.
Tu estás lá, ao meu lado. Como sempre esteve. Adorável, como sempre.
E foste tu que me procuraste. Foste tu a ir me encontrar.
Na foto, quem está longe sou eu. Será que a mudança agora é minha?
Talvez, seja meu instinto de preservação começando a agir.
Blue Girl posted this at 21:23 .

 
Vês? Vês o que fazes comigo?
Estou com meu trabalho comprometido, sem paciência para nada, precisando trabalhar até mais tarde... E ainda assim te liguei pensando em um jantarzinho rápido. Ainda bem que não atendeste. Tenho medo de me tornar daquelas pessoas loucas que sufocam seus objetos de desejo. Preciso sair daqui. Preciso respirar. Chega, por hoje.
Blue Girl posted this at 21:17 .

 
Talvez, só talvez, eu tenha que admitir que estou apaixonada por você. Mas por que essa paixão não se manifestou antes? Por que antes disso acontecer eu tive que ousar e desafiar os meus limites? Por que esperar o sofrimento prenunciado pelo ciúme?
Já me disseram que as coisas são assim, porque têm que ser... Não adianta discordar.
Eu me pergunto se, caso houvesse interferido, elas poderiam tomar rumos diferentes. Naquele momento? Acho que não.
O que eu te diria? Não fique com ele, pois me machuca? E o que você teria me respondido?
Teria somente olhado para mim e perguntado: Por quê?
E eu diria: Porque eu te amo e te quero só pra mim.
Mentira! Eu nunca teria respondido isso. A nossa relação não dava margem à possessividade, à castração dos desejos, à renúncia em prol da felicidade do outro. Talvez eu tenha descoberto que te amo tanto, que te quero tanto, que sinto a tua falta tanto assim, apenas porque não fui eu a me apaixonar primeiro. Nesse caso, sou eu a parte descartada, a parte capenga, a parte unilateral. E é por isso que me questiono tanto sobre o valor dessa minha dita paixonite. Não será apenas solidão? Não será apenas falta? Carência?
Já cansei de tantos questionamentos. Ficam todos rodeados de "ses" e no plano das idéias. Enquanto o querer bem, o sentir falta, o desejar estar junto de todas as maneiras, como antes, é muito concreto, nada abstrato. Não sei o que faço agora. Antes, tu eras minha companhia constante, meu beijo certo, meu afago sincero. Agora, tenho receio de te ligar, te sufocar com meu carinho, com minha ansiedade. Agora, o teu tempo não é mais somente meu. Voltaste ao teu mundo, saíste do nosso.
E eu, como volto para o meu? Sinto falta dos meus amigos, estou reaproximando-me deles aos poucos, sentindo, inclusive, o quanto falhei ao impor-lhes a minha ausência de forma tão abrupta. Mas, ao mesmo tempo, recuso-me a mudar de forma drástica, abandonar o mundo que construímos juntos. Sim, construímos. Nós dois. No princípio, eras tu que me ligava todos os dias, que solicitava minha presença em todos os momentos, que não me dava escolha. E agora, tu me abandonas. Queria poder te extirpar do meu pensamento. Queria poder dizer que foi tudo um sonho doentio. Mas a tua inconsequência ainda me machuca, mesmo agora desperta.
Blue Girl posted this at 18:29 .

 
Não adianta remar contra a maré...
Te ouvir dizendo que eu não existo, que me ama, que eu sou incrível, paga qualquer decepção.
Então, lá vamos nós, amanhã, jantar juntos para comemorar a surpresa...
É... Eu não quero me afastar de você mesmo...
Blue Girl posted this at 15:05 .

 
Outro motivo para ter raiva de mim: o salto que meu coração deu agora ao te ver chegar no messenger...
Será que um dia eu crio juízo?!
Lá vou eu, te dar bom-dia, como sempre.
É mais forte que eu...
Blue Girl posted this at 12:31 .

 
Tenho raiva da inconsequência de vocês dois. Será que em um plano ideal vocês não seriam obrigados a ter mais cuidado com o que sinto? Será que vocês não deveriam ter renunciado a esse amor? Provavelmente não. O ideal, pelo menos para mim, era que ele não tivesse nascido. E, para vocês, que eu não existisse... Se é que vocês se dão conta do que eu sinto, tão envoltos estão nesse amor.
Blue Girl posted this at 12:30 .

 
Um impulso me fez criar esse blog. E agora eu acho que foi a melhor coisa que fiz. Assim, quando eu finalmente conseguir colocar você fora ou em um lugar adequado da minha vida, vou poder vir aqui e acompanhar todo o processo. Passo a passo. Dor a dor. E vou rir. Tristemente, pois um amor sepulto não é motivo de alegria. Mas, finalmente, rir.
Blue Girl posted this at 12:25 .

 
Queria não te desejar. Queria não te querer. Mas, acima de tudo, queria ter você de volta...
Blue Girl posted this at 12:14 .

 
O que me leva a querer sofrer ainda mais? Por que eu não me conformo com as coisas como elas são? Por que espero o teu telefonema? Por que? Por que você não ficou comigo, como havia prometido? Por que tudo mudou? Por que você tinha que se apaixonar? E, droga, por que tinha que ser pelo meu amigo?
Blue Girl posted this at 12:13 .

 
Hoje eu acordei feliz. Imediatamente pensei em te ver. Preparei até uma surpresa para você. Acho até que você ia gostar. Mas você acabou de enfiar mais um espinho no meu coração. Fiquei sem ar por alguns minutos... Não foi bom ler a outra pessoa te chamando pra ficar ao lado dela e depois ver o quanto você está feliz com isso. Não sei mais se vou te fazer a tal surpresa. Não sei mais se quero comprar a tua presença. Minha vontade é te dizer: Vai. E me esquece.
Mas a grande dor é que sei que não consigo. Pelo menos, agora.
Blue Girl posted this at 12:06 .


terça-feira, junho 18

 
Oi. Eu hoje senti vontade de dizer que eu te amo. Mas não disse. E chorei. Chorei porque agora estou finalmente te sentindo distante de mim. Estou te perdendo. Estou te matando. Na última vez que nos vimos, senti que algo estava morrendo para sempre, naquele exato instante de recusa. E eu não queria ter sentido isso. Aliás, isso ia totalmente contrário aos meus planos. Mesmo eu te sabendo apaixonado por outra pessoa, acho que eu sempre desejei que isso fosse mentira, que acabasse, que você voltasse para mim. Ali, quando olhei no teu olho quase me pedindo desculpa, eu enxerguei que nunca mais poderemos ser únicos. Nunca mais teremos o que tivemos, seja lá o que foi. E fiquei triste.
Não quero criar elucubrações sobre o que poderia ter sido a nossa história, pois isso me faz mal, me faz sofrer e me faz odiar a outra pessoa. E eu sei que, na verdade, nunca poderia ter sido algo realmente, pois você me ama, mas nunca se apaixonou por mim. E isso é tão difícil de admitir... Isso dói, sabia? Mas não dói mais do que não poder mais te beijar, te abraçar, te sentir meu. É, porque embora você nunca tenha sido, eu te sentia assim.
Faz muito tempo que eu não sinto nada por ninguém. E contigo eu senti. Ah, que inferno! Eu senti! E sinto ainda. Só que agora numa versão triste, que me decepciona e me deprime. Eu não queria estar agora na frente do computador escrevendo sobre isso. Assim como não queria ter escrito tantas outras coisas que me fizeram chorar e que me magoaram desde que tudo isso começou. Foi muito pouco tempo de alegria. E o pior é que não acabou de forma natural, tranqüila e nem, tampouco, evoluiu. Foi podado. Foi atravessado pelo seu amor por outra pessoa.
Você não tem noção do quanto foi difícil eu te ouvir dizendo que estava apaixonado. Você não sabe o quanto eu sofri. E, mesmo assim, eu fui sua amiga. Disse na tua cara que não poderia conviver com isso, que iria me afastar. Mas, enquanto eu sofria ainda mais com a tua distância, você tentou, de todas as formas, criar motivos para me odiar. Eu nem vou entrar na questão da imaturidade e da infantilidade dessa tua atitude. Não vou espezinhar mais ainda o meu sofrimento, pois acreditar que você não merece o meu amor vai doer ainda mais.
Mas eu voltei. Sublimei toda a razão que me dizia para manter-me afastada em prol da emoção de te olhar, te tocar e te ouvir novamente. E, naquele momento, você disse todas as palavras certas sobre amor, importância e relevância. Mas não me beijou. Eu vi que até sentiu vontade, mas não beijou. E agora que eu faço se já não posso mais viver sem os teus beijos, sem o teu carinho, sem o teu toque? Tento encontrá-los em outras pessoas? Tudo bem. Posso até colocar isso como meta. Mas e o teu sorriso, quem vai me dar? Outros também?
Confesso que isso tudo me desanima. Foi tão difícil te encontrar. E, mais do que isso, uma surpresa enorme te querer. Como e quando eu vou sentir tudo isso de novo? Tenho medo de trancar tudo o que senti por ti num cubículo escuro, no fundo da minha alma, e nunca mais querer viver essas emoções de novo. É, porque eu já havia me prometido, anteriormente, nunca mais me perder de vista, nunca mais me entregar, nunca mais sofrer. Não deu certo, pelo visto. Com o passar do tempo, muito tempo, passei a acreditar que nunca mais alguém seria o meu norte e que nunca mais eu colocaria sentimentos acima das ambições, da paz e da tranqüilidade. Achei que minha vida vazia de sentimentos era boa e me conformei com isso. Assim, eu vivia. E não era ruim. Eu me divertia sempre e se, vez por outra, a solidão batia, eu acreditava que estava cada vez mais preparada para um amor verdadeiro, são, consciente. Mas parece que os amores não são restritos à racionalidade na qual eu acreditava.
E sabe o que é ainda mais louco? Sabe por que isso daqui não é um e-mail de desabafo? Porque tenho vergonha e medo de te cobrar de algo que você nunca me prometeu. Você sempre deixou muito claro que embora me amasse muito, o seu amor era baseado principalmente, senão unicamente, na amizade. Por isso, acho que o erro de ter acreditado que você me amaria e sentiria a minha falta como mulher, dos meus beijos e do meu corpo, foi apenas meu. E isso me dá raiva. De você, um pouco, mas, principalmente, de mim.


Blue Girl posted this at 23:42 .

 
ALL WE NEED IS LOVE!
Blue Girl posted this at 23:26 .